História da Química

3 milhões a.C. (Período Paleolítico)

Um dos primeiros fenômenos foi a descoberta e controle do fogo. Foi o primeiro acontecimento na natureza em que o homem pré-histórico teve contato com a reação química. No período Paleolítico (idade da pedra), que chegou até o ano 10.000 a.C., a inserção do fogo se transformou num ‘divisor de águas’ para a sobrevivência do Homo Erectus.

 

Produção do petróleo em escala comercial (Ano 1200)

O petróleo já era conhecido desde 4000 a.C., pois apresentava-se em exsudações e afloramentos no Oriente Médio. Porém, apenas nessa época em Baku, no Azerbaijão, que começou a ser produzido em escala comercial.

 

Descoberta de metais e mumificação (Período Neolítico)

8.000 a.C. – No Período Neolítico foram descobertos diversos metais pelos chineses, egípcios, fenícios e gregos, entre outros, obtiveram metais (ouro, ferro, cobre, chumbo etc.), vidro, tecidos, bebidas alcoólicas (vinho e cerveja), sabões, perfumes e duas ligas metálicas: o bronze (cobre e estanho) e o aço (ferro e carvão).

No antigo Egito, o fato mais notável foi a mumificação de cadáveres. Na Grécia, se destacou a defesa da constituição atômica da matéria. Dentre tais descobertas alguns itens, seguindo uma ordem cronológica:

  • 5000 a.C. – Ouro;
  • 4000 a.C. – Prata, Cobre, Estanho, Enxofre e Ferro;
  • 3800 a.C. – Chumbo;
  • 3600 a.C. – Bronze;
  • 3000 a.C. – Antimônio;
  • 2500 a.C. – Vidro;

Também há evidências do uso de vários produtos como: Cerâmica (desde 7000 a.C.); tecido de linho (desde 6000 a.C.); petróleo (desde 4000 a.C.); enxofre (usado desde 4000 a.C. em cerimônias religiosas); e ainda, cal, cimento, couro, açúcar e sal.

1.100 a.C. – A filosofia dos gregos seguiam duas correntes de pensamento sobre a constituição da matéria: a primeira teoria (teoria dos elementos) propunha que a matéria seria divisível até o infinito, e que as substâncias eram formadas pela combinação dos quatro elementos fundamentais (terra, fogo, água e ar) e as qualidades (quente, seco, frio e úmido).
Cada par de qualidades definiriam um elemento: a fim de se converter um elemento em outro seria necessário operar sobre uma das qualidades do par. A ‘Teoria Atômica’ defendia que a matéria seria divisível até um determinado ponto e a partir deste ponto seria indivisível.

 

QUÍMICA = ALQUIMIA? (Idade Média)

300 d.C. – A Química recebe o nome de ‘alquimia’ (árabe: al = a), surgido em cerca 300 d.C. em Alexandria, no Egito, e se expandiu pela Europa nos séculos seguintes, até cerca de 1400 d.C. Foi uma época em que o homem tinha seu espírito muito preocupado com a salvação e a divindade.

Os alquimistas eram pessoas com grandes conhecimentos práticos de metalurgia, química e astronomia e que buscavam nas teorias gregas as explicações para a transformação da matéria. Eles se inspiraram nas concepções gregas sobre a constituição da matéria e do Universo para tentar desvendar dois enigmas: o ‘Elixir da Longa Vida’ (com o intuito de curar todas as doenças, prolongando a vida indefinidamente dos humanos) e a ‘Pedra Filosofal’, que permitiria transformar um metal comum (ferro, cobre, chumbo etc.) em ouro.

 

1532 – Instalação do 1º engenho de açúcar no Brasil

engenho

 

Edição do primeiro livro sobre química (1597) 

Libavius nasceu na Alemanha, foi médico, químico (alquimista) e professor. É de sua autoria o livro Alchemia, de 1597, que sistematiza muitas informações sobre Química, principalmente operações químicas, como, por exemplo, o preparo de ácidos.

 

Surgimento da química médica  (Século XVII)

Nessa época, os químicos, liderados pelo suíço-alemão Paracelso, abandonaram as duas metas alquimistas e passaram a descobrir substâncias que curavam doenças (remédios). No final do século XVIII, durante a Revolução Francesa, a Química, a exemplo da Física, torna-se uma ciência exata.

O químico Lavoisier descobriu que, durante as transformações químicas e físicas, ocorre a conservação da matéria (Lei da Conservação da matéria). Foi com Lavoisier que se iniciou, na Química, o método científico, que estuda os porquês e as causas dos fenômenos.

 

Nascimento do primeiro químico brasileiro (1750)

Considerado um Químico autodidata e desconhecido na história, uma vez que jamais saiu do Brasil, João Manso Pereira fabricou muitas peças cerâmicas, aguardente semelhante ao rum cubano, vinho de açúcar e extraiu álcalis da bananeira.

 

Tratado elementar de química por Lavoisier (1789)

tratado

 

José Bonifácio: Patriarca da Química  (1763-1838)

Se você já usou o celular hoje ou está lendo nosso informativo pelo smartphone, tudo isso apenas é possível graças a ele. Nascido em Santos, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) foi o responsável brasileiro pelos primeiros experimentos químicos. Fluente em seis idiomas, atuou ao longo de seus 74 anos nas mais diversas áreas, passando pela química, mineralogia, ecologia, meteorologia até sua famosa atuação na política.

Entre seus grandes feitos, se destaca a descoberta do Lítio em 1800, na ilha de Utö, na Suécia. O mineralogista identificou o metal alcalino e, mesmo após 217 anos, ainda é o único brasileiro a descobrir um elemento químico. Atualmente, o Lítio é utilizado para fabricação das baterias de celulares e tabletes. Até a sua descoberta, só eram conhecidos sódio e potássio como metais alcalinos. Posteriormente, em carta publicada no Scherer’s Journal, José Bonifácio aos 37 anos descreve dois novos minerais. O primeiro foi chamado “petalita”, em homenagem ao Imperador do Brasil. O outro de espodumênio. Hoje, sabe-se que a petalita é um silicato de alumínio e lítio, LiAl(Si2O5)2.

José Bonifácio também se destacou na ecologia, ao propor em 1823, o reflorestamento de um sexto das matas originais brasileiras para mantê-las preservadas. Outra ação importante para a história foi a crítica sobre a pesca predatória e descontrolada de baleias na Europa, que poderia extinguir a espécie. Já no cenário político, ele foi pioneiro na luta contra a escravidão e direitos dos indígenas.

 

Primeira instituição do Ensino de Química no Brasil (1811)

A vinda da família real para o Rio de Janeiro em 1808 trouxe a necessidade de se estabelecer uma nova capital para o Império, o que promoveu a criação de vários organismos culturais no Brasil. A Real Academia Militar, fundada em 1811, foi a 1ª instituição de ensino de química, no território brasileiro.

 

Primeiro laboratório de química no Brasil (1812)

Foi criado o Laboratório Químico-Prático no Rio de Janeiro, responsável pelas primeiras operações de química industrial no Brasil e por investigações da composição de minerais e vegetais, com resultados interessantes para a época. Mas pouco tempo depois as atividades do laboratório se limitaram apenas a produção de alguns medicamentos.

 

Primeira Guerra Mundial propeliu o desenvolvimento no país (1918-1931)

O laboratório mais importante daquele período foi o Laboratório Químico do Museu Nacional, criado em 1818 no Rio de Janeiro. Neste laboratório efetuou-se as primeiras perícias toxicológicas, análises de combustíveis nacionais e investigações sobre a composição de amostras de pau-brasil vindas de várias regiões do país.

A 1ª Guerra Mundial mostrou de forma incontestável que o Brasil precisava se desenvolver e formar uma nova geração de químicos. A criação do ensino profissional técnico e do ensino científico voltado à pesquisa impulsionaram a geração de diversos cursos por todo o país de 1918 a 1931, quando foi extinto e suas atividades foram distribuídas entre outros laboratórios.

 

Regulamentação da profissão e criação do CFQ e CRQs (1934-1956) 

A profissão de químico foi regulamentada pelo decreto-lei nº 24.693 de 12 de julho de 1934 e a criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Química foi definida pela “Lei Mater dos Químicos” – Lei 2.800/56, de 18 de junho de 1956, promulgada pelo então presidente da República, Juscelino Kubitschek, a data na qual se comemora o “Dia Nacional do Químico”.

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