A balança comercial e o atual cenário do setor químico

Durante minhas palestras em universidades e eventos do setor, é costume apresentar os números atualizados do cenário químico. Infelizmente, um dado sempre me chamou atenção negativamente: a balança comercial. Apesar do crescimento emergente da produção interna, o Brasil continua importando mais do que exportando.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o deficit da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 6,4 bilhões nos quatro primeiros meses de 2017, o que representa uma alta de 0,5% em relação ao mesmo período de 2016.

Entre janeiro e abril, o país importou US$ 10,7 bilhões e exportou US$ 4,3 bilhões em produtos químicos. Em relação ao ano anterior, as importações cresceram 5,4% e as exportações 13,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, a diferença é de US$ 22 bilhões.

Os produtos químicos representam 23,0% do total de US$ 46,8 bilhões em importações e 6,4% dos US$ 68,1 bilhões em exportações realizadas pelo Brasil. As importações de produtos químicos movimentaram 13,7 milhões de toneladas e o volume das exportações chegou a 5,4 milhões de toneladas, aumentos respectivamente de 27,0% e de 0,6% em relação aos quatro primeiros meses de 2016.

Em contrapartida, motivos não faltam para acreditarmos no futuro melhor. A retomada da política de incentivos fiscais no Rio de Janeiro promete gerar novos empregos e aumentar a arrecadação de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo a Firjan, os incentivos fiscais foram responsáveis pela instalação de mais de 230 indústrias no interior do estado e quase 100 mil empregos formais.

Cabe a nós, químicos, continuarmos em constante transformação.