Alternativas de eficiência energética movimentam o mercado

A preocupação com a sustentabilidade e eficiência energética tem criado oportunidades para novas tecnologias, sendo até mesmo mais baratas e duráveis. Em contrapartida as baterias dos aparelhos eletrônicos que utilizam íons de lítio, outro campo do armazenamento de energia surge no mercado.

Desenvolvidas para atuar junto à rede elétrica, as baterias estacionárias (água do mar, água doce ou ureia) guardam grandes quantidades de energia de forma química, em grandes tanques. O resultado pode transformar cada consumidor em um produtor de energia, eliminar as oscilações e garantir que a rede de distribuição receba um suprimento contínuo. O desempenho, em relação ao conceito verde, é similar às fontes solares, eólicas e das ondas e marés.

Criada pelos engenheiros do Instituto de Ciência e Tecnologia de Ulsan, na Coreia do Sul, a bateria de água do mar usa sódio como meio de armazenamento da eletricidade. O benefício é que o uso da água do mar reduz o risco de incêndios, já que essa tecnologia exige temperaturas de funcionamento muito elevadas, na casa das centenas de graus.

Imagem: UNIST

Imagem: UNIST

Como não exige nenhuma fonte externa de energia para funcionar, exceto a água e o sal, a bateria sul-coreana poderá ser fabricada em escala menor, podendo servir a indústrias e até residências, e como sistema de suprimento de energia de emergência.

Outra alternativa está sendo desenvolvida pela equipe da Universidade de Harvard, nos EUA. A bateria atóxica e não-corrosiva tem um fluxo redox que armazena a eletricidade em moléculas orgânicas dissolvidas em água com pH neutro, permitindo um longo período de uso.

Imagem: Kaixiang Lin

Imagem: Kaixiang Lin

Já a bateria de ureia é a aposta de Michael Angell e Hongjie Dai, da Universidade de Stanford, nos EUA. Tal composto também é usado para fabricar fertilizantes. O protótipo de demonstração da bateria carrega em 45 minutos e já suportou milhares de ciclos.

Imagem: Michael Angell et al. - 10.1073/pnas.1619795114

Imagem: Michael Angell et al. – 10.1073/pnas.1619795114

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