Astronautas da NASA usam plástico brasileiro feito de cana em estação espacial

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O Plástico Verde da cana-de-açúcar agora é utilizado para a criação de peças no espaço. Os astronautas começaram a usar plástico brasileiro. A matéria-prima chegou ao espaço por meio de uma parceria entre a Braskem, produtora de plásticos, e a Made in Space, uma empresa americana que é fornecedora da Nasa.

A tecnologia permite a manufatura de ferramentas e peças diversas a partir de uma impressora 3D que opera em gravidade zero. A equipe de estação espacial pode receber um e-mail com o design digital das peças e imprimi-las no espaço.

As empresas desenvolvem a tecnologia para uso no espaço há um ano. O primeiro lote do material foi enviado à estação espacial em um foguete que partiu da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, nos EUA. A primeira peça com o material foi produzida em setembro, um conector de tubos para irrigação de vegetais.

“Essa parceria combinamos uma das grandes inovações em polímeros, o Polietileno Verde, com alta tecnologia espacial para a impressão 3D de objetos em gravidade zero. Ter um polímero renovável para impressão no espaço é um marco em nossa história”, afirmou Patrick Teyssonneyre, diretor de Inovação e Tecnologia da companhia.

O chamado “plástico verde” é feito a partir de um subproduto do etanol, combustível feito de cana-de-açúcar. O produto é exclusivo da Braskem e começou a ser fabricado em escala industrial na cidade de Triunfo/RS.

“A tecnologia tem o potencial de impactar a cadeia do plástico, por meio da viabilização de novas aplicações e da personalização em massa feita com uma matéria-prima de fonte renovável”, avaliou Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da Braskem.

A intenção da Braskem é usar a experiência no espaço para buscar novas aplicações para o seu produto, focadas especialmente na tecnologia de impressão 3D. “A capacidade de imprimir peças e ferramentas em 3D sob demanda aumenta a confiabilidade e segurança de missões espaciais. Essa parceria com a Braskem é essencial para a diversificação de matérias-primas usadas na AMF e, assim, tornar a impressão mais robusta e versátil”, concluiu Andrew Rush, presidente da Made In Space.

* Confira o Informativo do CRQ-III para saber mais sobre este e outros assuntos