Comunicação das bactérias é objeto de pesquisa de químico holandês

O 46º Congresso Mundial de Química da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC 2017) recebeu o professor Pieter Dorrestein, químico holandês da University of California em San Diego (UCSD), nos Estados Unidos. Durante algumas horas, os presentes puderam aprender um pouco mais sobre as colônias microbianas de plantas, da água do mar, de tribos remotas, de pulmões e de outros órgãos humanos.

O professor Pieter tem o objetivo de “ouvir” como as colônias de bactérias “conversam quimicamente”. Para isso, ele tem desenvolvido novos métodos baseados em espectrometria de massa – uma técnica analítica que permite detectar e identificar moléculas de interesse por meio da medição de sua massa e caracterização de sua estrutura química.

“Está ficando cada vez mais claro que os micróbios têm papéis críticos na saúde humana, vegetal ou oceânica. Mas as funções que desempenham e sua relação com as substâncias químicas ainda são, em geral, pouco compreendidas”, disse Dorrestein à Agência FAPESP.

Segundo o pesquisador, a maioria dos microrganismos forma comunidades e interage com micróbios vizinhos, com seus hospedeiros e com os ambientes onde habitam por meio da secreção de moléculas de sinalização e também por meio de outras interações metabólicas.

Se cada um desses micróbios produzir 10 moléculas – o que é uma estimativa razoável, com base nas sequências de genoma microbianos disponíveis hoje –, podem existir milhares de moléculas de bactérias capazes de influenciar o comportamento de populações celulares vizinhas sendo secretadas por esses microrganismos no ambiente, explicou Dorrestein. “Estou interessado em quais moléculas os microrganismos produzem ou alteram e qual o efeito disso na nossa saúde, por exemplo”, explicou.

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