Pesquisadores descobrem ações de bactérias nos plásticos

Duas descobertas envolvendo bactérias e plásticos movimentaram a academia científica neste ano. Primeiramente, pesquisadores da Universidade de São Paulo encontraram uma bactéria que consegue produzir um biopolímero. Em seguida, uma equipe da Universidade de Cambridge (Reino Unido) explorou a direção oposta: a degradação dos plásticos.

Chamada de Methylobacterium rhodesianum, a bactéria transforma o metano em um tipo de polímero ainda não caracterizado. Já a Methylobacterium extorquens é produtora de PHB, ou polihidroxibutirato, um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas, como o polipropileno.

“A ideia da nossa pesquisa é utilizar um substrato mais barato do que o açúcar – neste caso, o metano e o metanol – para produzir o PHB e viabilizar comercialmente sua produção por uma rota biológica.” – afirmou Elen Aquino Perpétuo, coordenadora do projeto.

Em direção contrária, as bactérias presentes na lagarta da mariposa Galleria mellonella são responsáveis por degradar polímeros.

“A lagarta produz algo que quebra as ligações químicas, talvez em suas glândulas salivares ou uma bactéria simbiótica em seu intestino. O próximo passo para nós será tentar identificar os processos moleculares nesta reação e ver se podemos isolar a enzima responsável.” – disse o professor Paolo Bombelli.