Produtos químicos de uso industrial têm melhor 3º trimestre desde 2013

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) registrou o melhor terceiro semestre para o intervalo desde 2013. Os índices de volume dos produtos químicos de uso industrial, que medem o desempenho da produção, das vendas internas e de consumo aparente nacional, foram animadores.

Alta ficou em 5,6% na produção, enquanto em vendas internas o avanço ficou em 7%. Já o consumo aparente subiu 10%. Diante disso, o uso da capacidade instalada da indústria química brasileira chegou a 82% entre julho e setembro de 2016, acima da média apurada no mesmo período do ano passado, que foi de 79%. O terceiro trimestre tradicionalmente concentra os maiores volumes de produção, de vendas e de demanda do ano para o setor.

“É um período onde se produz o maior volume para as encomendas de final de ano e início do ano seguinte. Diversos segmentos da química começam a dar sinais de melhora, embora esse desempenho ainda não possa ser generalizado”, disse Fátima Giovanna Coviello Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Abiquim.

Paralelamente, a participação das importações no consumo também cresceu no terceiro trimestre, de 29,7% (2015) para 33%. Especificamente em setembro, a produção cresceu 0,1% ante agosto, influenciada por algumas paradas programadas para manutenção e por um apagão de energia na região de Duque de Caxias (RJ). Frente a setembro do ano passado, houve alta de 6,87%. As vendas internas, por sua vez, caíram 4,13% em setembro ante agosto, mas subiram 4,02% sobre igual mês do ano passado.

“Apesar do recuo pontual de setembro, com a recuperação do mercado interno no ano, houve declínio no volume exportado em setembro (-20,9%), sobre o mês anterior, tendo sido este o pior resultado absoluto do ano”, avaliou Fátima Coviello.

No acumulado dos nove meses do ano, a produção de químicos de uso industrial cresceu 3,53% e as vendas internas subiram 1,94%. A taxa de utilização da capacidade instalada ficou em 80%, um ponto acima da média registrada de janeiro a setembro de 2015. O consumo aparente, por sua vez, mostrou alta de 3,4% de janeiro a setembro, reforçando o quadro de melhora no ambiente econômico interno.

“Apesar dos números positivos, os níveis atuais de produção e vendas estão ainda distantes daqueles que haviam sido alcançados em 2007, sendo que a indústria, no momento, apresenta recuperação de mercado e não crescimento efetivo”, completou Fátima Coviello.