Reunião com Temer deixa a indústria química otimista com retomada do crescimento

Reunião entre o Presidente em exercício, Michel Temer, com dirigentes da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) aconteceu no dia 27 de julho. Os representantes da indústria química saíram otimistas na retomada do crescimento no setor com os ajustes que são feitos pelo governo federal na economia.

Brasília - DF, 27/07/2016. Presidente em Exercício Michel Temer recebe Fernando Figueiredo - Presidente-Executivo da Associação Brasileira da Indústria Química - ABIQUIM. Foto: Carolina Antunes/PR

Presidente em Exercício Michel Temer recebe Fernando Figueiredo – Presidente-Executivo da Associação Brasileira da Indústria Química – ABIQUIM. Foto: Carolina Antunes/PR

A Abiquim apresentou as principais demandas da área e explicou como o setor pode ajudar na cadeia produtiva. “A expectativa é de retomada da economia, pois nós estamos em um momento bastante deprimido em termos de consumo local de produtos químicos”, disse em entrevista ao Portal Planalto o presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Marcos De Marchi, acrescentando que esta foi a 1ª vez que um Presidente da República se reuniu com representantes da indústria química: “Estou na Abiquim há 10 anos, mas há 36 anos na indústria química e nós nunca tivemos a oportunidade de um encontro direto, de todo conselho diretor e exclusivo, com o Presidente da República. Dessa forma ficamos surpresos com a recepção e, sobretudo, pelo Presidente ter nos dado a oportunidade para que falássemos das principais prioridades do nosso setor”.

O dirigente citou que as vendas de produtos químicos, especialmente usados como insumos para outros itens da produção de têxteis, fármacos etc., são sensíveis à variação do Produto Interno Bruto (PIB). “Os produtos são diretamente proporcionais à economia, ao PIB em si. Então, a expectativa é de retomada do PIB”, afirmou De Marchi, mencionando que a aposta do setor também é de retomada das vendas, a partir do momento em que as medidas saneadoras adotadas pelo governo federal atinjam de forma plena a economia brasileira.

Os pontos essenciais para o desenvolvimento da indústria química são a garantia de matéria-prima e energia.

“Os prazos da indústria química não são prazos curtos, mas nós temos uma capacidade ociosa que gira em torno de 22% e que pode ser ocupada rapidamente no caso de retomada da economia e no caso de termos essa questão de matérias-primas e energia abordadas”, avaliou De Marchi.

Ao fim da reunião, Michel Temer disse ter se comprometido a conversar com ministros da área do núcleo de infraestrutura do governo sobre as demandas trazidas pelo setor. Vale ressaltar que a indústria química brasileira é a 6ª maior do Mundo. Em 2015, o setor faturou cerca de US$ 112 bilhões e empregou cerca de 2 milhões de pessoas, entre empregos diretos e indiretos.