Profissionais de Química e tecnologia fazem parte da inovação no ICCE

O presidente do Conselho Regional de Química – Terceira Região (CRQ-III), Rafael Almada, acompanhado de uma equipe do Conselho, visitou, na manhã de terça-feira, 22, as dependências do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) do Centro do Rio de Janeiro, que compõe a estrutura do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DGPTC) da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Durante a visita a equipe teve acesso a todos os setores do ICCE, acompanhados pelo diretor do ICCE, Dênis Guimarães, que exaltou os avanços que a unidade tem conseguido, a fim de beneficiar a sociedade com a solução de crimes e a importância dos acordos com diversas instituições.

“Conseguimos colocar para funcionar no ICCE equipamentos que foram disponibilizados na época da intervenção federal e hoje temos um parque de análise instrumental que não deixa a desejar em relação a nenhum outro instituto forense do Brasil. Conseguimos fazer exames considerados pela OMS de padrão Classe A, com resultados considerados irrefutáveis, e isso, associado ao corpo técnico altamente capacitado do Instituto, nos permite emitir laudos robustos na área de análises químicas.”, afirmou o diretor.

A Química está presente em grande parte das atividades desempenhadas no ICCE e os peritos com formação na área são fundamentais para a troca de experiência que o ICCE vem fazendo com universidades e demais órgãos de pesquisa, por exemplo.

O presidente do CRQ-III, que também é reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), destaca o benefício da parceria para ambas as instituições.

“O Campus do IFRJ de Paracambi tem um acordo de cooperação com a Polícia Civil para fazer perícias em obras de arte, joias e pedras preciosas e também capacitar peritos do ICCE para serem multiplicadores dos conhecimentos sobre a metodologia de análise forense na área.”, destacou Almada, que também reforça a importância da Química e da tecnologia.

“Os equipamentos modernos são importantíssimos nesse trabalho, mas ele não poderia ser feito sem a participação dos profissionais da Química. Portanto, é mutuamente importante a parceria.”, disse.

O diretor do ICCE também destacou a importância da troca de experiências no sentido de que as pesquisas, nas universidades, trazem conhecimento aos profissionais peritos, e o trabalho destes, na prática, também leva contribuições aos estudos.

O ICCE realiza mais de setenta tipos de exames periciais, desde os confeccionados nos diversos locais de crime como, também, múltiplos exames laboratoriais, visando analisar os vestígios relacionados com as investigações penais em curso. Realiza a coleta e exames periciais vinculados aos procedimentos criminais, elaborando os respectivos laudos, bem como desenvolvendo estudos e pesquisas no campo da Criminalística e nas áreas das Ciências correlatas.